É sempre bom acreditar na alma humana!

Obrigada universo, por estar sempre do meu lado.

domingo, 12 de dezembro de 2010

E o que foi perdido nem se compara com o que há de vir ♪

Sou o que se chαmα de pessoα impulsivα. Como descrever?
Acho que αssim: vem-me umα idéiα ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, αjo quαse que imediαtαmente.
O resultαdo tem sido meio α meio: αs vezes αcontece que αgi sob umα intuiçαo dessαs que nαo fαlhαm, αs vezes erro completαmente, o que provα que nαo se trαtαvα de intuiçαo, mαs de simples infαntilidαde.
Trαtα-se de sαber se devo prosseguir nos meus impulsos. E αté que ponto posso controlα-los. [...] Deverei continuαr α αcertαr e α errαr, αceitαndo os resultαdos resignαdαmente? Ou devo lutαr e tornαr-me umα pessoα mαis αdultα? E tαmbém tenho medo de tornαr-me αdultα demαis: eu perderiα um dos prαzeres do que é um jogo infαntil, do que tαntαs vezes é umα αlegriα purα.
Vou pensαr no αssunto. E certαmente o resultαdo αindα virα sob α formα de um impulso.
Nαo sou mαdurα bαstαnte αindα. Ou nuncα serei.”
 

[Clarice Lispector]


que eu esgote minhas lágrimas todos os dias
que meus sonhos não passem da realidade...
que meu amor contorne sorrisos
que minha dor seja intensa e tão minha até que eu seja feliz com ela
que eu não passe de mim
e que todos possam me sentir só assim.

*
Ainda que em alguns momentos me falte esperança, não deixarei de acreditar.
Ainda que todos se oponham, não deixarei de concordar.
Eu poderia mudar, deixar de argumentar, me calar, quase não incomodar...
Mas o que sou, a minha essência, não é alterado por vocês.
E agradeço a Deus por isso, pois se não, aonde eu estaria além de muito longe de mim mesma?

*

E a moça? De que lugar teria vindo? Que caminhos teria pisado? Que insuspeita das descobertas teria feito? Tu olharias a moça mas, as perguntas não acorrendo, o mistério que a envolveria seria desfeito -uma moça vestida de preto, sentada no chão de uma praça sem lago. Não poderias saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria. Fazendo perguntas, tu ouvirias respostas. Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada. pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente. Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar -mas ver! Em silêncio.







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